Diplomacia, fé e conflito: embaixador Alessandro Candeas abre o Summit Brazilian Day Cascais 2026 com reflexão inédita sobre a Terra Santa
O Cônsul-Geral do Brasil proferirá a palestra inaugural do evento e apresentará sua nova obra literária, “Peregrinação e Guerra”, unindo o rigor analítico das Relações Internacionais à sensibilidade humanista para debater os desafios da paz no Oriente Médio.
A interseção entre a diplomacia, a fé e os conflitos geopolíticos será o eixo central da palestra de abertura do aguardado Summit Brazilian Day Cascais 2026 que acontece na Casa da Guia, Avenida Nossa Senhora do Cabo 101, Cascais, Portugal, no dia 29 de abril de 2026, a partir das 10:00 horas, com entrada franca. O evento, que se consolidou como um dos principais e mais prestigiados fóruns de debate sobre a inserção do Brasil no cenário global e o aprofundamento das relações luso-brasileiras, terá a distinta honra de receber como orador principal o Cônsul-Geral do Brasil, Embaixador Alessandro Candeas. Em uma apresentação que promete transcender as narrativas tradicionais da política externa, o diplomata abordará o complexo tema “Peregrinação e Guerra: anotações de um diplomata na Terra Santa”, título que também dá nome à sua mais recente e aclamada obra literária. A expectativa em torno desta conferência inaugural reflete a urgência e a pertinência de se debater a cultura da paz e do diálogo em um momento histórico marcado por profundas fraturas e instabilidades nas relações internacionais contemporâneas.
A obra literária do Embaixador Candeas insere-se de maneira brilhante e inusitada na rica tradição da literatura diplomática, um gênero que historicamente mescla o rigor analítico das relações internacionais com a sensibilidade humanista da observação in loco. A Terra Santa, reverenciada internacionalmente como o berço das três grandes religiões abraâmicas e simultaneamente como o epicentro de algumas das mais dolorosas e duradouras disputas territoriais e identitárias da história humana, é retratada no recém-lançado livro não apenas como um palco de tensões políticas irresolutas. Pelo contrário, o autor a descreve como um espaço denso e vibrante, onde a transcendência espiritual e a contínua busca pelo sagrado colidem diuturnamente com as engrenagens implacáveis da guerra. Valendo-se de sua experiência direta e prolongada na região, Candeas oferece um testemunho valioso que ultrapassa a frieza dos despachos oficiais, mergulhando nas dimensões culturais, sociológicas e psicológicas que compõem o intricado mosaico do Oriente Médio e revelando as nuances de povos e territórios marcados pelo conflito.
Especialistas em política internacional e críticos de literatura geopolítica destacam que “Peregrinação e Guerra” preenche uma lacuna fundamental na bibliografia contemporânea em língua portuguesa. Ao alinhar a perspectiva de um observador externo — o diplomata com sua inerente bagagem institucional — com o engajamento intelectual e emocional profundo necessário para compreender as narrativas conflitantes locais, o livro dialoga abertamente com teóricos clássicos das Relações Internacionais e da sociologia da religião. A literatura especializada em geopolítica frequentemente comete o grave equívoco de desconsiderar o peso substancial do sentimento religioso nas decisões de Estado; Candeas, por sua vez, resgata e eleva essa variável, demonstrando com erudição empírica como a peregrinação milenar, movida pela fé inabalável de milhões de indivíduos ao redor do globo, é moldada e também molda as dinâmicas bélicas. A obra tem sido efusivamente elogiada por sua capacidade de articular a micro-história das ruas de Jerusalém com a macro-história dos acordos e desacordos globais, oferecendo uma visão multifacetada, essencial tanto para acadêmicos rigorosos quanto para tomadores de decisão pragmáticos.
A tradição diplomática brasileira, historicamente calcada no universalismo, na defesa intransigente da solução pacífica das controvérsias e no respeito à autodeterminação dos povos, encontra nas páginas deste livro um reflexo maduro e contemporâneo. Durante a palestra magna no Summit Brazilian Day Cascais, o Embaixador discorrerá detalhadamente sobre os principais achados e as constatações mais sensíveis presentes em suas anotações, promovendo uma reflexão vital sobre o papel da diplomacia moderna em cenários de altíssima volatilidade. A audiência pode esperar que o diplomata compartilhe episódios marcantes de sua trajetória profissional na região, ilustrando de forma prática como o diálogo inter-religioso, a empatia estrutural e a diplomacia cultural podem servir como ferramentas indispensáveis de mitigação de danos e de construção de pontes em meio ao caos institucionalizado.
A escolha singular deste tema para a abertura do Summit sublinha a maturidade intelectual do evento, que agora se expande para além das temáticas habituais de negócios, inovação e difusão cultural, abraçando de forma corajosa as grandes e complexas questões humanitárias globais. A plateia altamente qualificada, composta por autoridades governamentais, líderes empresariais, formadores de opinião, intelectuais e membros ativos da pujante comunidade luso-brasileira, terá a oportunidade ímpar de debater as perspectivas reais para a paz na Terra Santa sob a ótica privilegiada de quem vivenciou as pungentes contradições da região de perto, sem perder a esperança na vocação humana para o entendimento e o respeito mútuo. O evento culminará com a apresentação formal da obra ao público, momento que consolidará o Embaixador Alessandro Candeas não apenas como um hábil negociador e eminente representante do Estado brasileiro, mas como um pensador profundo do nosso tempo, reafirmando o Summit Brazilian Day Cascais 2026 como um espaço geográfico e simbólico indispensável para a reflexão crítica internacional.



